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28 de outubro de 2026
A 3.ª Conferência das Organizações da Sociedade Civil da Bacia do Congo abriu oficialmente os seus trabalhos esta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, no hotel Kings Choice, em Akanda, na presença do Ministro das Águas e Florestas, encarregado do Conflito Homem-Fauna, do Secretário-Geral do Ministério do Ambiente e do Secretário-Executivo da Agência Nacional dos Parques Nacionais.
Organizado pela Greenpeace Africa e pela Brainforest, sob o tema «Uma Bacia do Congo resiliente: florestas, populações, finanças e natureza», este encontro regional reúne mais de 50 participantes provenientes dos seis países da Bacia do Congo, nomeadamente: Camarões, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.
Na abertura dos trabalhos, o Ministro das Águas e Florestas destacou a importância de uma mobilização coletiva para preservar o segundo maior maciço florestal tropical do mundo. Nesta perspetiva, recordou que «a preservação das florestas da Bacia do Congo não pode ser sustentável sem o compromisso das populações, a mobilização de financiamentos adequados e uma cooperação reforçada entre os Estados e as OSC».
Durante este encontro, representantes de Organizações da Sociedade Civil, Povos Autóctones, Comunidades Locais, investigadores, instituições públicas e outras partes interessadas debatem em torno de um objetivo comum: construir uma posição regional forte e coordenada a favor da proteção das florestas, da justiça ambiental e da participação efetiva das comunidades nas decisões que afetam o seu futuro.
Para além dos debates, esta terceira edição constitui uma oportunidade estratégica para reforçar as sinergias entre os intervenientes da sub-região, colocar as preocupações das comunidades e dos povos autóctones no centro dos debates ambientais e promover uma governação mais inclusiva e sustentável dos recursos naturais da Bacia do Congo.
O principal desafio é fazer da preservação dos ecossistemas florestais uma alavanca de desenvolvimento sustentável, justiça social e resiliência para as populações da região.